Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Infusão



Entre o Largo do Carmo e o Teatro da Trindade, há um recanto que tanto satisfaz os mais gulosos, como os que simplesmente procuram uma lugar confortável. O Infusão é um café simples e despretensioso, que sem grandes ou detalhadas decorações consegue ter um ambiente agradável e casual, que nos faz estar lá tardes inteiras sem darmos pelo tempo passar.

Nos menus escritos a giz em ardósia encontramos bons capuccinos, deliciosas limonadas (à base de gengibre ou hortelã), o inFUcháSÃO (o chá da casa, que figura ao lado de muitos outros tantos) e ainda alguns petiscos.
Mas o Infusão é, essencialmente, uma crêperie. Ou seja, por outras palavras, um verdadeiro antro da arte de fazer crepes. Desde os salgados aos doces, confeccionados com farinha biológica e de trigo (respectivamente) e com base numa receita original francesa, a variedade de ingredientes é mais do que muita. Cogumelos, queijo, bacalhau, ovos, tomate, ou mel, maçã, pêra, caramelo e chocolate caseiro, são apenas alguns exemplos.

Na verdade, nunca provei nenhum – shame on me – mas a julgar pela quantidade de crepes que vejo a serem servidos de cada vez que lá estou, aposto que maus não são de certeza. Quanto aos preços, na sua maioria, rondam os 5 euros (pode parecer muito, mas o tamanho dos crepes é considerável).

A simpatia é uma constante e o espaço é amplo o suficiente para que mesmo quando todas as mesas estão ocupadas não sintamos o desconforto típico de cafés a abarrotar. Nos dias mais quentes, as portadas abertas fazem com que entre pelo Infusão uma luz bonita e uma brisa agradável; nos dias mais frescos, a luz baixa e torna o espaço aconchegante.







Infusão
Rua da Trindade, 7
Chiado, Lisboa


Horário
De Segunda a Quarta: das 11h às 22h
De Quinta a Sábado: das 11h às 02h


Este blog vai voltar a ter vida,

ainda hoje, prometo.

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Pinterest



Provavelmente até aqueles que mais gostam de looks decorativos clean e simples, muitas vezes necessitam de estar rodeados dos que os inspirem. É para isso que servem, por exemplo, os mood boards: para reunirmos num espaço todas as inspirações quantas as que lá couberem. Mas nem todos querem ter tal coisa na parede de casa ou têm paciência para o “corta e cola”.

Solução? O Pinterest. Estão a imaginar os quadros de cortiça que, por norma, são pendurados junto às secretárias e onde colocamos os lembretes ou fotografias das viagens da nossa vida? O Pinterest é parecido, mas mil vezes maior (e com maior liberdade). É um website onde armazenamos tudo o que nos inspira. Sem limitação de espaço, género ou feitio.

Tudo o que de mais bonito encontrarmos no fantástico mundo da web podemos ali organizá-lo e ainda partilhá-lo, permitindo assim que possamos vasculhar as inspirações dos outros, criando-se um círculo vicioso onde uma nova descoberta dá acesso a outra e outra e outra. E, no fim, somos capazes de acabar com interesses novos sem darmos por isso. Ou então acabamos pasmados por existir alguém com interesses tão semelhantes aos nossos.
E a ideia por trás do Pinterest é precisamente tão simples quanto isso: a equipa responsável por este projecto acredita que um livro, receita ou peça de roupa pode vir a revelar uma ligação entre duas pessoas.

A organização das imagens (sim, no Pinterest as inspirações têm de ser imagens ou estar representadas nestas) é feita através de categorias, catalogadas por nós, que são, nada mais nada menos do que pequenos quadros temáticos – pinboards – dentro do grande quadro geral.

Vamos à terminologia e aos aspectos mais técnicos da coisa:
Um pin é uma imagem adicionada ao site. Podem adicioná-la através de um website (o que permite que as outras pessoas tenham conhecimento da fonte) ou fazendo o upload directamente a partir do vosso computador.
Um board é um conjunto de pins (sem limite de número), que pode ser sobre qualquer tópico à vossa escolha ou então sobre tópico nenhum.
Fazer um repin é o acto de adicionar a um board nosso uma imagem que tenhamos encontrado já no Pinterest. Outra opção é fazer somente like, não adicionado a imagem a nenhum conjunto em particular.

De momento, para criarem conta no Pinterest necessitam de pedir um convite. Ou à equipa do próprio site ou a alguém que já faça parte da “comunidade”.

Pode não parecer o website mais fácil do mundo quando lá entramos pela primeira vez, mas depois de lhe apanharmos o jeito é viciante. Pura e simplesmente pela quantidade de imagens lindas que por lá encontramos. E, claro, porque a possibilidade de termos num cantinho tudo (ou quase tudo) o que nos inspira e que podemos visitar sempre que quisermos ou precisarmos é tentador.
Já para não falar que, mesmo sem imagens bonitas a preenchê-la, o design da página é, por isso só, muito interessante.

Experimentem! Criem a vossa wishlist de qualquer coisa, juntem as vossas comidas preferidas, os livros que querem ler, as cidades que têm de conhecer, qualquer coisa. E de seguida digam quantos pins depois perceberam que o Pinterest era amor para a vida.

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Os Amigos do Monstro


Os "Amigos do Monstro" são seres de madeira com um ar frágil, detalhes elaborados, rostos expressivos, feições delicadas. E cheios de magia.

Para ler (e conhecer) aqui
(As fotografias valem muito a pena)

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Um hiatus e duas sugestões de fugida

Ultimamente não tenho feito outra coisa senão escrever. E o tanto que tenho escrito em trabalho tem-me impedido de escrever para aqui.

Mas como já me estava a fazer demasiada comichão ter o Bonjour tão sem vida, lembrei-me de vos vir aqui deixar uma pequena amostra de alguns dos trabalhos que mais prazer têm dado fazer. E vêm acompanhados de boas sugestões! São duas peças de teatro, por acaso ou talvez não.


O tempo em que estive a assistir a esta peça foi, muito provavelmente, o melhor que passei nos últimos largos meses. É rir do princípio ao fim, com piadas divertidas até dizer chega, mas simples e sem significados escondidos. Porque pensar já nós fazemos demasiado e, às vezes, sabe bem escapar às mensagens subliminares. É uma peça para esquecermos tudo e aproveitar as gargalhadas. Vão ver!



Saiu há pouco tempo do Teatro da Malaposta, em Odivelas, (depois de pouco tempo lá estar), e agora anda algures pelo país.
É, em vários aspectos, o oposto da anterior. Não rimos do princípio ao fim e as piadas têm, muitas vezes, um toque de crítica. Mas é uma peça que sabe bem à mesma. Os actores são grandes e interpretam múltiplas personagens com uma espontaneidade criada que não incomoda. É inteligente, é fora do comum, é um serão bem passado.



E, já agora, passando a publicidade - mas só porque por estes dias ando mais por lá do que por aqui - aproveitem e dêem uma vista de olhos no Hardmusica (que não, não é só sobre música) - e leiam alguns dos muitos textos (notícias, reportagens, e etc.) que por lá há sobre diversos assuntos de cultura e lazer. 

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011

Un Été Brûlant (e a presença de Louis Garrel em Lisboa)


Louis Garrel – o actor francês que deixa muita gente a suspirar – veio até Lisboa, no passado dia 11 de Novembro, para apresentar, no Cinema Monumental, o filme que protagoniza: “Un Été Brûlant”. Filme que esse que é realizado por Philippe Garrel, o pai de Louis.

Sem presunções, arrogâncias ou manias, Garrel (o filho) esteve divertido e descontraído, enquanto conversava, num delicioso inglês afrancesado, com Rui Pedro Tendinha, perante uma sala completamente cheia.

 "Un Été Brûlant", ou, em português, "Um Verão Escaldante",  é um filme típico de Philippe Garrel: as personagens, a fotografia, a história. Tudo tem um bocadinho dele e da sua forma de realizar.
Mas Garrel (o pai) já nos habituou tão bem ao seu magnífico preto e branco que, ao vermos um filme seu a cores, quase que desejamos que os tons de desvaneçam.

Quanto ao enredo do filme, se quisermos ser práticos e sucintos, podemos dizer que conta a história de um homem que perdeu a razão de viver.
Toda a acção gira em torno de dois casais (dos quais de um deles faz parte Monica Bellucci) e assenta na eterna questão: como é que um homem e uma mulher comunicam?
Ainda que não fosse o tom do filme, houve, pelo meio, um ou outro momento cómico que ia despertando o público (ou pelo menos a parte que precisava de ser despertada). É que, no início, Louis Garrel comentou precisamente que em todas as salas onde é exibido um filme do seu pai, há sempre uma metade que gosta e outra que odeia. Já faz parte do trabalho dele.

E para acabarmos como deve ser... o Garrel, ali a poucos passos de nós, pela lente da Joanica. Porque - não digam a ninguém - no fundo, no fundo, foi ele o mais importante daquela sessão.



(fotografia roubada do bigode da Joanica)